SS/17: cortes refinados para os homens.

Fashion Snoops recomenda quatro temas para a estação, variando com o rústico sofisticado, o tradicional renovado, o colorido cubano e o surf psicodélico.

Na semana passada, o birô Fashion Snoops realizou palestra em Nova York para apresentar as orientações de moda previstas para a estação spring/summer 2017 dos homens, transmitida pela web para convidados. Também fez um preview do outono de 2017. Para primavera/verão de 2017, a equipe de estilo identificou quatro temas principais a serem trabalhados.

Para cada um, Michel Fisher, diretor criativo da unidade Menswear, Lifestyle and Culture do Fashion Snoops, destacou o mood de desenvolvimento, silhuetas, materiais, ambientação e cores. Inspirado na costa californiana, o Nearshore faz a releitura sofisticada do visual surfista, relaxado e minimalista, com sobreposições de camadas e materiais.

O Undercover propõe a volta do homem com cara de homem, tomando como referência as figuras elegante do agentes 007, vivido por Sean Connery na década de 60. “Um look tradicional com detalhes inesperados”, descreve Camila Toledo, diretora de tendência do escritório brasileiro do Fashion Snoops. Nesse tema, o costume de corte impecável é emblemático, com paletó transpassado e fechado com dois botões, para ser usado com sapatos utilitários; jaquetas esportivas, com zíper assimétrico; calças com fechamento de cós transpassado, fechado com um botão e pregas para dar volume na região nos quadris.

O tema Passage é o mais colorido, resgatando padrões da época em que o escritor americano Ernest Hemingway viveu em Cuba, com interpretação jovem. A calça chino de cor neutra está lá, para ter a barra dobrada, só que com forro de estampada colorida e com referência caribenha; os colarinhos de camisa com golas oversized; os bolsos grandes, chapados e com lapela na frente de camisas que se assemelham a jaquetas, produzidas em tecido leve, lisas, para serem combinadas a bermudas estampadas de xadrez discreto; chapéu panamá; camisas de malha de listras grossas; as pólos sem botão ou zíper para fechar o colarinho, e com gola em material contrastante como couro sintético.

O Joyland também é bem colorido, em tons neon para serem combinados à estética grunge, de calça skinny preta usada com camisa xadrez e manga longa. “É o tecno-grunge, um surf psicodélico”, interpreta Camila. Nesse tema, camisas e jaquetas têm capuz, as calças são soltinhas até o joelho, afunilando até os pés, com muito recortes no entrepernas e detalhes nos tornozelos, como fechamento frontal de botões, são mais curtas para deixar as meias à mostra.

Apesar da estação, mais quente, as cores são mornas, discretas, em tons neutros, quebradas por alguns poucos intensos. “Em vez dos habituais tons pastel, um novo grupo de meios-tons desbotados ilustra perfeitamente a importância dessas cores sem estação definida, que podem ir do casual ao formal, dependendo do estilo e da superfície”, aponta Camila. Entre as tonalidades, ela destaca o telha (18-1536 TCX), no grupo dos terrosos; o verde floresta (17-6229 TCX); o rosa queimado (17-1608 TCX); o azul cobalto (18-4048 TCX); e um laranja novo e vivo (16-1462 TCX).

Em sua palestra, Michael Fisher deu pinceladas do outono. O mood da estação é a calma e a instrospeção de um ambiente propício à meditação. As influências envolvem países do sudeste asiático, como Vietnã e Camboja, com a a arquitetura particular de sues templos, a estética dos plantadores de arroz e seus chapéus em cone; as técnicas artesanais de impressão de estampas e de tingimentos. Para os homens, o desafio da moda será aplicar corte de alfaitaria caprichada, com visual relaxado.

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