Criar para vestir os globetrotters

Com que jeans eu vou? A palestra da head denim Thaísa Peralta no evento da John Cler mapeou direções das próximas estações.

O termo globetrotter remete a pessoas que viajam pelo mundo todo. Ficou muito conhecido na década de 1980 por causa do time de basquete americano que transformava partidas em shows. Combinava jogadas de apuro técnico com humor para delírio do público nas quadras. A expressão foi resgatada pela head denim Thaísa Peralta a fim de traduzir um novo tipo de consumidor, mais viajado e aberto a experiências.

‘Com que jeans eu vou?’ foi a palestra de tendência de moda que ela apresentou no evento Casa Denim, realizado em Goiânia pela lavanderia John Cler. Esse novo consumidor está interessado em bem-estar, diz. Então, nas roupas, mistura elementos do esporte em combinações elegantes, que passam pela mescla da sarja com tricô e as assimetrias. Aliás, ela afirmou que novo no jeans é a forma de combinação e como comunicar isso para o cliente na vitrine.

BLACK FORTALECIDO

Na parte de confirmação, destacou a força do denim black no varejo e na passarela internacionais. Não dá para ignorar, como o GBLjeans já apontara em janeiro Denim Black está de volta ao inverno.

Thaísa explicou que as calças black são secas e no varejo europeu dominaram as áreas de vendas junto com as jaquetas. “Em Zurique (Suíça) havia uma loja inteira só em denim black”, citou. O jeans black não ficou restrito ao masculino, como geralmente acontece. O varejo contava com variantes para mulheres, para o segmento teen e até para o infantil. Do raw ao acinzentado claro.

“O black pede interferência de efeitos de lavanderia”, recomenda a especialista. Dá para explorar marcação de costura, com linhas de cores claras como palha e escuras, como o tradicional ocre do jeans. No inverno do hemisfério norte, as marcas brincaram com sobretingimento colorido, como o azul que é revelado em desgastes localizados.

Para o tecido, Thaísa ressaltou os lançamentos internacionais com acabamento de toque aveludado. Na composição, a mistura com fibras da cannabis.

OUTRAS CONFIRMAÇÕES

Em uma sociedade polarizada, a moda é espelho. E o branco entra em cena, não tanto quanto preto, mas é importante, afirma a denim head.

O xadrez que havia diminuído ganhou força. Não há padrão definido, nem de formas (pode ser grande ou pequeno), nem de cores.

Open Skin é outra direção de moda que aumentou na temporada para o segmento feminino. São roupas com recortes que deixam à mostra partes da cintura, do ombro, do peitoral ou das costas.

A cintura permanece marcada, com cintos forrados do próprio tecido e apoiados a novas estruturas como elástico largo.

No Hipismo Way, as calças femininas ganham volume nos quadris e devem ser pensadas para combinar com botas até, ou acima, dos joelhos.

Para ficar de olho. Ela comenta o modelo da loja Showfields de Nova York. Instalada em um prédio de quatro andares, a loja é uma multimarcas. Escolhe marcas novas, mas descoladas para vender. Não só roupas. Tem produtos de beleza, para casa e para pets. Em meados do ano passado, passou a fechar o segundo andar para mostrar a consumidores um pouco de cada marca de uma forma diferente. Desde que eles estejam dispostos a comprar ingresso para essa performance que inclui atores desempenhando papéis, como de cientistas trabalhando em laboratório. E muita gente comprou ingresso.

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