Estampas feitas com resina à base de fécula

Professor de processos produtivos têxteis do Senai testa produto em substituição aos poliacrilatos

Uma alternativa para que as estamparias trabalhem sem agredir o meio ambiente é a substituição dos poliacrilatos (espessantes à base de petróleo) por resinas à base de fécula. A idéia surgiu das pesquisas do professor de processos produtivos têxteis, do Senai, Jorge Rosa. Desenvolvendo pesquisas com os alunos, o professor busca soluções para a cadeia têxtil que sejam menos prejudiciais ao meio ambiente.

 

“Os resultados obtidos na estampa com a troca são infinitamente melhores porque o produto não influencia no toque. O desenho não fica quebradiço”, afirma. Mas a principal vantagem é mesmo para a natureza. O descarte do produto não exige incineração, como no caso dos poliacrilatos e, por se tratar de um amido, não é tóxico nem para a natureza, nem para quem usa a roupa.

 

Para esses testes, Rosa usou o Maypro Gum, da Huntsman, em malha, mas o professor não vê obstáculos para aplicação em denim ou brins. Ele explica que, na prática, a utilização do produto não requer técnicas de aplicação especial, mas há pequenas variações durante o processo. A diferença está no tempo de reação do produto.

 

Além disso, os corantes misturados ao espessante devem ser apropriados. Rosa indica substâncias à base de tina, “porque as cores são mais intensas, vivas e brilhantes, além das cartelas serem mais variadas, apesar de mais caras”. Segundo o pesquisador, cada quilograma custa em média R$ 300,00. Entre as lavanderias que começam a testar a estampa com resina à base de fécula é a Donacor, especialista no beneficiamento de malha.

 

Fécula é o amido extraído de tubérculos e raízes, como mandioca e batata