Produtos baratos não garantem vendas em lojas de departamento

Em palestra, diretor de compras da Lojas Marisa avalia que a composição de sucesso deve contemplar preço baixo, qualidade, variedade e aumento de crédito

“As redes de departamento devem atrair o cliente pensando basicamente em estilo, produto, planejamento e pontos-de-venda. O cliente quer pertencer a um grupo, ter seu tempo valorizado, quer variedade, aumento de crédito, qualidade e preço baixo”. Essa foi a principal análise apresentada por Renê Silva diretor de compras e e-commerce da Lojas Marisa, durante a palestra de abertura da edição de inverno 2009 do Senac Moda Informação, realizada quarta-fera, 15, na capital paulista.

Segundo Silva, preço baixo é um convite para o cliente entrar na loja, mas não garante a venda se o produto não atender as necessidades do consumidor. Na palestra Lojas de Departamentos: influência e difusão de moda no mercado popular brasileiro, o diretor explicou que a expansão das lojas de departamento no Brasil foi impulsionada pelo crescimento econômico do país. “A melhor distribuição de renda cria novos consumidores, o combate do governo contra a sonegação de impostos, a fonte de crédito e o fortalecimento das marcas são um conjunto de fatores que contribuíram para a expansão da demanda”, conta Silva.

 

A Lojas Marisa está há 60 anos no varejo, tem como público-alvo mulheres de classe C e foi a primeira loja de departamentos a ter e-commerce, em 1999. Atualmente, a rede tem 209 lojas espalhadas pelo país e 500 fornecedores no Brasil e em outros países. Em 2007, a rede abriu capital. 

 

Caravana Capixaba

 

 

Do Senac Moda Informação participam profissionais de vários pontos do país, como o grupo de 36 empresários de Colatina que integra o APL (Arranjo Produtivo Local) de Vestuário da Região Noroeste do Espírito Santo. “Já participamos de outras edições do Senac Moda Informação, com o objetivo de fazer contato com pessoas do ramo, capacitar os profissionais e aproximá-los das informações de tendências de moda”, conta Carla Bortolozzo, gestora do APL pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas).

 

De acordo com ela, a produção de jeans de Colatina, representa 80% da produção local. O APL de vestuário de Colatina é composto de aproximadamente 500 empresas, entre formais e informais. Entre elas estão lavanderias, confecções, facções e prestadoras de serviços de estamparia.

foto: GBLjeans