Mercado de luxo em análise

Pesquisa do Luxury Institute, que sairá em agosto, avaliou um segmento que movimenta US$ 200 bilhões por ano no mundo

O Luxury Institute de Nova York anunciou que lançará em agosto a primeira pesquisa independente sobre a publicidade das marcas e serviços de luxo nos Estados Unidos. O objetivo do estudo é permitir o melhor entendimento desse mercado que atinge 10% da população nos Estados Unidos – um privilegiado grupo que não enfrenta crises.

Entre os aspectos abordados, a pesquisa perguntou aos consumidores qual a marca mais lembrada por eles em diversas categorias. O levantamento dará origem a um ranking com as marcas mais citadas. Os primeiros itens delux a serem analisados serão roupas e acessórios, automóveis e hotéis. Outras categorias serão acrescentadas ao longo do tempo.

Apesar do gasto milionário em marketing e publicidade as marcas têm pouco retorno do quanto o investimento é eficiente. “Os presidentes e diretores de marketing de empresas de luxo se queixam da falta de retorno dos consumidores, por isso, trabalhamos em conjunto com diversas empresas do segmento para desenvolver o melhor método de avaliar o retorno dos anúncios, principalmente os impressos”, afirma Milton Pedraza presidente do Luxury Institute. O instituto foi criado para oferecer informações específicas para o mercado de luxo. A pesquisa é a primeira feita por um instituto independente. Levantamentos semelhantes foram realizados, mas a pedido das próprias empresas.

O consumo de itens de luxo movimenta US$ 200 bilhões por ano no mundo (excluindo desse volume a compra de vinhos e bebidas destiladas). O valor equivale a cerca de um terço do PIB brasileiro, segundo dados da FAAP, que mantém o curso de MBA em Gestão do Luxo.

No Brasil, os artigos delux movimentam cifra anual de US$ 2,2 bilhões, 75% gastos somente em São Paulo, segundo a consultoria MCF Fashion. O número de consumidores regulares de itens de luxo representa 0,29% da população, conforme a FAAP. Os potenciais consumidores de luxo no Brasil estão entre o 1% da população que detém 13% da renda bruta do país. Não é por acaso que as marcas de luxo têm grandes planos para o Brasil.