Venda do varejo fica estável

Mas, em função da alta generalizada dos preços dos itens da categoria de roupas, tecidos e calçados, a receita nominal do setor aumentou.

Em comparação com agosto, o volume de vendas do comércio varejista de roupas, tecidos e calçados ficou estável em setembro. Por conta do aumento de preços verificado no mês, entretanto, repôs a perda de receita nominal registrada em agosto, compensada com alta de 070%, mostra a pesquisa mensal de comércio realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e cujos resultados foram divulgados ontem, 13 de novembro, no Rio de Janeiro.

O varejo como um todo expandiu o volume de vendas em 0,5% e a receita nominal em 0,80% na passagem de um mês para o outro, mantendo o desempenho positivo verificado desde o primeiro trimestre do ano. Segundo o relatório do IBGE, “a receita nominal mantém crescimento desde junho de 2012” para o comércio varejista brasileiro.

Em relação a setembro de 2012, a variação foi positiva par a categoria que engloba vestuário, tecidos e calçados, embora o avanço tenha perdido a velocidade demonstrada nos meses anteriores. Em volume de vendas, a alta foi de 0,40% e com relação à receita nominal aumentou 5,5%. Goiás e Espírito Santo foram os estados que voltaram a exibir os melhores indicadores nas duas variáveis, enquanto Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais continuam a registrar as maiores quedas na categoria em volume de vendas.

Mesmo com índices bem diferentes entre si, todos os 12 estados analisados pela pesquisa do IBGE apresentaram aumento de receita nominal. O Rio de Janeiro foi o que menos cresceu em setembro, com índice de 0,4%, e o Espírito Santo o que mais cresceu, estimulado por expansão de 15,88%. Em termos de volume de vendas, metade dos estados cresceu puxado por Espírito Santo (11,3%), seguido por Goiás (7,4%), Rio Grande do Sul (6%), Ceará (3,3%), Pernambuco (3,1%) e Bahia (1,5%). A outra metade reduziu o volume com Santa Catarina apresentando o maior recuo (5,5%), seguido por Paraná (-4,2%), Minas Gerais (-3,5%), Rio de Janeiro (-2,6%), Distrito Federal (-1,3%) e São Paulo (-0,1%).