Venda do varejo de moda reage em maio

Aumento não foi suficiente, entretanto, para compensar as perdas da atividade e o acumulado do ano continua retraído.

Depois de dois meses de queda expressiva, as vendas do varejo de moda reagiram em maio. A atividade foi a que mais cresceu em mês no qual o comércio como um todo apresentou retração de 0,1%. O volume de vendas das lojas de vestuário, tecidos e calçados aumentou 1,7%, mostra levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), também a receita nominal de moda subiu em maio. Cresceu 1,6% sobre abril. Já a receita do varejo em geral expandiu 0,8% de um mês para o outro.

De acordo com o IBGE, seis das oito atividades monitoradas tiveram aumento no volume de vendas de abril para maio. O ramo que mais cresceu em receita foi o de equipamentos e materiais de escritório, com aumento de 2% em volume de vendas. Seguido por moda.

Essa reação das lojas do comércio de moda não foi suficiente, porém, para compensar as perdas de abril e março. No balanço de janeiro a maio, o segmento acumula queda de 0,2% em volume, enquanto a receita expandiu 0,2% na comparação com os primeiros cinco meses de 2018. Para o comércio em geral, o desempenho é positivo nessa mesma comparação. Somou alta de 0,7% em volume de vendas e de 5% em receita nominal.

ACUMULADO EM 12 ESTADOS

Os 12 estados que são destaque na pesquisa do IBGE sobre o comércio brasileiro apresentam desempenho diferente. Em metade deles, o varejo de moda teve crescimento, e na outra metade registrou variação negativa. Goiás manteve o vigor e acumulou alta de 12,2% em volume de vendas e 12,2% em receita de janeiro a maio. As lojas do Rio Grande do Sul cresceram 11% em volume e 9,8 em receita nos primeiros cinco meses de 2019 sobre igual período do ano passado.

No mesmo confronto, a maior queda no varejo de moda foi observada em Minas Gerais. As vendas entre as lojas mineiras de moda acumularam recuo de 9,7% em volume e de 9,5% em receita, de janeiro a maio. Pernambuco teve a segunda maior queda entre os estados nesse mesmo período. As vendas no comércio pernambucano caíram 4,3% em volume e 3,1% em receita nos cinco primeiros meses de 2019.