Varejo de moda retrai mais em abril

Perda de vendas no mês, uma das maiores entre as atividades do comércio brasileiro, deixa o acumulado do ano em retração.

Com fraco desempenho de vendas em abril, o varejo de moda brasileiro fechou o mês em forte queda de 5,5% sobre o volume de vendas de março, que também não foi bom. O recuo da receita nominal foi pior, com redução de 5,9%. As perdas só não foram maiores que do setor de material de escritório, que encolheu 8% em volume e 9,9% em receita. Diante dessa pressão de abril, o acumulado do ano de moda ficou em baixa, eliminando o crescimento experimentado em fevereiro.

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), as lojas de vestuário, tecidos e calçados registraram recuo de 0,2% este ano em relação a janeiro a abril de 2018, em volume de vendas. O acumulado de receita nominal no período permanece positivo, apontando para alta de 0,4%.

Os dados da pesquisa de abril foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na manhã desta quarta-feira, 12 de junho. As vendas do varejo nacional em geral caíram pelo segundo mês consecutivo. Em abril, recuaram 0,6% em volume e 0,3% em receita. Cinco das oito atividades monitoradas pela pesquisa apresentaram taxa negativa.

No entanto, o acumulado do ano do comércio permanece positivo, devido à aceleração observada no primeiro trimestre. Apresenta alta de 0,6% no volume de vendas comercializado de janeiro a abril sobre igual período do ano passado. Na mesma comparação, a receita nominal subiu 4,8%.

DESEMPENHO DE MODA EM 12 ESTADOS

Como em março, o desempenho entre os 12 estados que são destaque na pesquisa do IBGE não foram uniformes no confronto com os primeiros quatro meses de 2019. No comércio de moda, metade acumulou perda e a outra metade cresceu.

Os dois estados nos quais as vendas de moda mais caíram de janeiro a abril foram Minas Gerais, de novo, e o Distrito Federal. As lojas mineiras reduziram o volume de vendas em 10,6% em volume e 10,1% em receita sobre o mesmo período do ano passado. Já o comércio do Distrito Federal enfrentou redução de 7,2% em volume e de 2,9% em receita.

A despeito dos resultados não tão bons de abril, Goiás manteve o ritmo de crescimento, foi o que mais avançou. Encerrou os primeiros quatro meses do ano com aumento de 18,5% em volume e 18,2% em receita. O comércio de moda do Espírito Santo teve o segundo melhor desempenho no período entre os estados brasileiros. Aumentou 9% em volume de vendas e 9,4% em receita.