Varejo de moda dá um salto em agosto

Foi a atividade do comércio que mais cresceu em volume de vendas e receita nominal no mês, mostra IBGE

Em mês no qual apenas uma das oito atividades pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) teve resultado negativo, o varejo de moda foi o que mais cresceu em agosto, surpreendendo mesmo diante de estimativas positivas. Aumentou 5,6% o volume de vendas de roupas, tecidos e calçados no país, em comparação com julho, e a receita nominal avançou na mesma proporção com alta de 5,4% na passagem de um mês para o outro, informa a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE.

A única atividade com taxa negativa em agosto foi a de Livros, jornais, revistas e papelaria, com recuo de 2,5%, diz o levantamento. De modo geral, em agosto, o crescimento de 1,3% no volume de vendas do comércio varejista compensou “grande parte da perda de 1,5% acumulada nos últimos três meses”, avalia o relatório que acompanha a pesquisa. A expansão de receita para o varejo em geral no mês foi de 1,5%.

ACUMULADO DO ANO

Apesar de robusta, a alta de agosto do varejo de moda não foi suficiente para garantir a reação de retomada da atividade. No acumulado do ano, as lojas de roupas, tecidos e calçados continuaram a vender menos que em igual período de 2017. A redução foi de 3,5% no volume de vendas, com queda de 1,6% em receita nominal.

Já o comércio em geral dá sinais de avanço. De janeiro a agosto, vendeu 2,6% acima do realizado nos primeiros oito meses de 2017 em volume e a receita engordou 4,4%.

COMPARAÇÃO COM AGOSTO DE 2017 E COMÉRCIO NOS ESTADOS

Avaliando o desempenho de agosto de 2018 com o de agosto de 2017, o comércio brasileiro de moda melhorou os resultados. Com aumento de 2,9% em volume e 4,2% em receita, “o comércio de vestuário, tecidos e calçados interrompeu a trajetória de queda observada por seis meses consecutivos e respondeu pela quarta maior contribuição positiva na composição da taxa geral do varejo. Ainda assim, o acumulado nos últimos doze meses sinaliza perda de ritmo, movimento observado desde janeiro de 2018 para essa atividade”, ressalta a pesquisa. O comércio como um todo cresceu 4,1% em volume e 7,6% em receita sobre agosto de 2017.

O comportamento do varejo de moda nos 12 estados que são destaque na pesquisa do IBGE mostra que em cinco praças o movimento caiu em volume de vendas, mas, em receita, a variação negativa só foi registrada em dois mercados – Bahia e Paraná, que foram os dois com pior desempenho no confronto com agosto de 2017. Já entre os resultados positivos, o Rio Grande do Sul mantém a trajetória de recuperação e pelo quarto mês consecutivo é o estado onde o varejo de moda mais cresce, muito acima do comércio em geral (veja o gráfico abaixo).

Nesses 12 estados, o acumulado do ano revela que em apenas quatro deles o desempenho de moda foi positivo em volume de vendas. Também nessa análise o Rio Grande do Sul continua a dar sinais de retomada acumulando alta de 7,3% em volume e de 7,7% no período. A expansão dos outros três é bem mais modesta (confira os dados por estado no gráfico abaixo). O predomínio foi mesmo de resultados negativos no acumulado de janeiro a agosto.