Varejo cresce, mas, em moda cai.

Em novembro, quando praticamente todas as atividades do comércio aumentaram o volume de vendas, lojas de vestuário, tecidos e calçados perderam receita.

O comércio varejista prosperou em novembro no Brasil depois de quatro meses seguidos em queda. De maneira geral, praticamente todas as oito atividades monitoradas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) mostraram reação. Não foi o que aconteceu, entretanto, com as lojas de roupas, tecidos e calçados, que registraram queda de volume de vendas e de receita nominal no mês. Os dois indicadores ficaram negativos em 1,5%, em novembro, o pior resultado da pesquisa mensal.

Também apresentaram desempenho negativo outras duas categorias: a de combustíveis e lubrificantes (-0,4% em volume e -0,8% em receita); livros, jornais e revista (-0,4% em volume e -0,1% em receita). O comércio como um todo avançou 2% em volume de vendas e 0,9%, em receita, em relação a outubro, mostra a pesquisa do IBGE.

SOBRE NOVEMBRO DE 2015
Para o varejo de moda, a comparação com o mesmo mês do ano anterior demonstra que o cenário melhorou porque as perdas foram menores, deixando os indicadores em novembro abaixo dos dois dígitos em volume de vendas. Caiu 9,6%, puxado novamente, como em outubro, pelos maus resultados de Espírito Santo (-20,5%), Rio de Janeiro (-17,4%) e Minas Gerais (-15%), ainda que todos os estados tenham acumulado perda.

Também em termos de receita nominal, o confronto com novembro de 2015 expõe redução em quase todos os estados. Apenas três praças assinalaram avanço de ganho sobre o ano anterior. Em mais um mês, Santa Catarina se destaca com expansão de 3,2%. O Paraná aumentou a receita do varejo de moda em 2,9% e o Ceará, em 0,3%.