Roupas tornam a ficar mais caras

Em março, o setor que ainda inclui tecidos, calçados, jóias e bijuterias interrompeu dois meses de deflação, mostram dados do IBGE.

Depois de recuarem em janeiro e fevereiro, os preços de vestuário, tecidos, calçados e jóias deram um salto em março, com alta de 0,31%, ainda assim menor que a inflação brasileira que no mês chegou a 0,92%. A principal vilã em março foram as roupas infantis, cujos preços subiram 1,03%, ficando acima da inflação oficial, de acordo com a pesquisa mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que calcula o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), e foi divulgada a semana passada.

Com exceção de jóias e bijuterias, que tiveram queda de 0,33%, todos os demais segmentos que compõem a categoria reajustaram seus preços para cima. Roupas femininas ficaram 0,28% mais caras que em fevereiro. Na passagem de um mês para o outro, os preços dos calçados subiram 0,26%, de roupas masculinas, 0,21%, e de tecidos, 0,19%.

Entre as capitais monitoradas pelo IBGE, pela ordem sobressaíram Distrito Federal, com aumento de 1,71% puxado pela alta de 2,23% só em roupas masculinas; São Paulo, de 0,97%, pressionado por roupas infantis (1,84% na cidade) e Goiânia, 0,75%, afetado por tecidos (1,67%). No contraponto, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre apresentam queda nos preços de 1,25%, 0,35% e 0,04%, respectivamente. Nessas cidades, as roupas femininas contribuíram para o recuo dos preços: de 1,52%, em Slavador; de 1,49%, em Fortaleza; e de 0,33%, em Porto Alegre.