Roupas infantis pesam em maio

Pelo IPCA divulgado na manhã desta quarta-feira, 10 de junho, os itens para crianças foram os que mais subiram junto com tecidos na categoria Vestuário.

Frente à inflação brasileira de 0,74% registrada em maio, a categoria Vestuário reajustou os preços em patamar um pouco abaixo. De acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na manhã dessa quarta-feira, 10 de junho, o aumento na área de moda foi de 0,61% em relação a abril. E foi geral para todos os segmentos monitorados na cesta da categoria – roupas infantis, de mulheres e de homens; tecidos; calçados e acessórios; jóias e bijuterias. A pressão maior foi exercida pelas roupas de crianças, com alta de 0,97%, embora o preço dos tecidos tenha sido reajustado em 1,44% no mês.

Em seguida aparecem os calçados e jóias, com aumentos de 0,89% e 0,79%, respectivamente. Depois da forte alta verificada em abril, o aumento das roupas para mulheres e homens ficou em 0,35% e 046%, nessa ordem. As roupas encareceram em praticamente todas as 13 capitais monitoradas pelo IBGE para essa pesquisa. Apenas Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Vitória (ES) apresentaram queda de preços em relação ao mês anterior.

A capital fluminense recuou em 0,33%, puxada por roupas infantis (-1,98%) e masculinas (-0,38%), depois de dois meses de forte alta geral. Da mesma forma, os preços em Salvador caíram 0,56% em relação a abril, quando foi a cidade que assinalou o maior aumento do país, com reajuste de 1,31%. Já Vitória aprofundou o corte de preços que vem promovendo desde janeiro. Em maio, a queda foi de 1,16%, sendo que apenas tecidos tiveram alta de 1,13%.

As outras dez capitais apontaram alta da inflação em maio, com seis delas ultrapassando a faixa do 1%: Curitiba (PR), com 1,38%; Porto Alegre (RS), com 1,25%; Campo Grande (MS), com 1,24%; Fortaleza (CE), com 1,10%; Goiânia (GO), com 1,04%; e Belém (AM), com 1,03%. Completam as cidades com aumento em maio: São Paulo (SP), com 0,87%; Belo Horizonte (MG), com 0,41%; Distrito Federal, com 0,39%; e Recife (PE), com 0,34%.