Roupas ficam mais baratas

Novamente em agosto preços dos itens de vestuário recuam, descolando da inflação geral que subiu 0,25% no mês.

Pelo segundo mês consecutivo, roupas descolam da alta da inflação brasileira, que em agosto subiu 0,25% em relação a julho. No caso de roupas, ainda é cedo para saber se a queda representa uma tendência, em função da refreada do consumidor, ou se ainda se trata do reflexo das liquidações de inverno, que foram afetadas pelas oscilações do clima e pelos jogos da Copa do Mundo. De acordo com a pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para apontar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampliado), o segmento de vestuário, acessórios e tecidos apresentou recuo de preços de 0,15% na passagem de julho para agosto.

Assim como aconteceu em julho, roupas foram os artigos a sustentar esse recuo, uma vez que calçados, acessórios, jóias, bijuterias e tecidos reajustaram os preços para cima. Vestuário infantil foi o que mais cortou, com queda de 0,76%, seguido por roupas femininas que apontou índice negativo de 0,32% e por roupas masculinas com corte de 0,09%. Em compensação, o segmento de tecidos aumentou preços em 0,50%, o dobro da inflação geral; depois vieram jóias e bijuterias com alta de 0,34%; e calçados e acessórios com reajuste de 0,08%.

Entre as 13 capitais monitoradas pelo IBGE para a pesquisa, sete apresentaram deflação, puxada por Campo Grande (recuo de 1,38%), Rio de Janeiro (recuo de 0,89%) e Porto Alegre (recuo de 0,53%). Em contraste, Salvador, Vitória e Distrito Federal foram as cidades que mais reajustaram os preços para cima: 1,10%, 0,88% e 0,82%, respectivamente.

 

Roupas ficam mais baratas

Preços de artigos de vestuário, junto com alimentos e transportes, ajudam a praticamente eliminar a inflação em julho.

O IPCA, o índice que mostra o comportamento dos preços ao consumidor no Brasil acompanhado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) mensalmente em 11 capitais, ficou praticamente zerado em julho. É a primeira vez que isso acontece desde julho de 2010, quando foi registrada variação de 0,01%, ressaltou a equipe da instituição ao anunciar quarta-feira, 7, os resultados da pesquisa. Com taxa positiva de apenas 0,03%, que tende à estabilidade, a carestia foi refreada pela deflação registrada em três categorias de produtos: artigos de vestuário, alimentos e transportes.

O preço dos artigos vestuário (categoria que inclui ainda jóias e bijuterias, calçados e acessórios) caiu 0,39% em julho, em relação a junho, quando o custo dos produtos nessa área já davam sinais de desaceleração. De acordo com o IBGE, para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados entre 29 de junho e 29 de julho, com os vigentes no período de 29 de maio a 28 de junho, em 11 capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Distrito Federal, Recife, Fortaleza, Salvador, Goiânia e Belém.

Os preços de todas as sub-categorias da área de vestuário caíram, com exceção de Tecidos e Armarinhos que amargou alta de 0,14%, depois da queda registrada no mês anterior. Vilão da alta em junho, o item roupas masculinas teve o maior recuo verificado em julho entre os segmentos analisados, com queda de custo de 1%. Roupas femininas ficaram mais baratas em 0,33%, enquanto o preço das infantis caiu 0,35%. Entre as capitais, apenas Curitiba, Fortaleza e Rio de Janeiro tiveram inflação em roupas, de 0,65% e 0,03%, respectivamente. As quedas mais expressivas dos preços foram constadas em Porto Alegre, de 1,51%, seguida por Goiânia (0,77%) e São Paulo (0,68%).