Roupas ficam mais baratas

Preços de artigos de vestuário, junto com alimentos e transportes, ajudam a praticamente eliminar a inflação em julho.

O IPCA, o índice que mostra o comportamento dos preços ao consumidor no Brasil acompanhado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) mensalmente em 11 capitais, ficou praticamente zerado em julho. É a primeira vez que isso acontece desde julho de 2010, quando foi registrada variação de 0,01%, ressaltou a equipe da instituição ao anunciar quarta-feira, 7, os resultados da pesquisa. Com taxa positiva de apenas 0,03%, que tende à estabilidade, a carestia foi refreada pela deflação registrada em três categorias de produtos: artigos de vestuário, alimentos e transportes.

O preço dos artigos vestuário (categoria que inclui ainda jóias e bijuterias, calçados e acessórios) caiu 0,39% em julho, em relação a junho, quando o custo dos produtos nessa área já davam sinais de desaceleração. De acordo com o IBGE, para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados entre 29 de junho e 29 de julho, com os vigentes no período de 29 de maio a 28 de junho, em 11 capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Distrito Federal, Recife, Fortaleza, Salvador, Goiânia e Belém.

Os preços de todas as sub-categorias da área de vestuário caíram, com exceção de Tecidos e Armarinhos que amargou alta de 0,14%, depois da queda registrada no mês anterior. Vilão da alta em junho, o item roupas masculinas teve o maior recuo verificado em julho entre os segmentos analisados, com queda de custo de 1%. Roupas femininas ficaram mais baratas em 0,33%, enquanto o preço das infantis caiu 0,35%. Entre as capitais, apenas Curitiba, Fortaleza e Rio de Janeiro tiveram inflação em roupas, de 0,65% e 0,03%, respectivamente. As quedas mais expressivas dos preços foram constadas em Porto Alegre, de 1,51%, seguida por Goiânia (0,77%) e São Paulo (0,68%).