Roupas ficam mais baratas em janeiro

Tradicionalmente o mês é de recuo de preços, porém, a retração foi ainda maior quando comparada à inflação do país que disparou alcançando 1,24%.

Ante a inflação brasileira que disparou em janeiro atingindo alta de 1,24%, a mais elevada taxa desde fevereiro de 2003, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os preços da categoria que agrega vestuário, tecidos, calçados e jóias tiveram queda expressiva. Caíram 0,69% em relação a dezembro, puxados sobretudo pela baixa de 1,19% em roupas femininas, mostra a pesquisa para formação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), cujos resultados foram divulgados na manhã desta sexta-feira, 6 de fevereiro.

Depois de vestuário, apenas artigos de residência tiveram retração de preços em janeiro, com recuo de 0,28%. Os demais itens que compõem a cesta monitorada pelo IBGE subiram em relação ao mês anterior. Já na categoria de moda, a retração foi geral, com exceção de dois itens: de jóias e bijuterias, com variação positiva de 0,58%; e tecidos, cujos preços saltaram 0,97%, sinalizando que podem impactar o valor das roupas em fevereiro. A alta em tecidos só não foi maior porque em Fortaleza os preços desses produtos caíram 4,10% no período.

Embora as roupas femininas tenham sido as que mais contribuíram para a deflação no setor, peças masculinas e infantis também tiveram preços reduzidos, em 0,70% e 0,65%, respectivamente, assim como calçados (-0,62%), beneficiados pelas liquidações do varejo que, aparentemente, tiveram ofertas melhores ou antecipadas que as praticadas em janeiro de 2014, quando a média de retação foi de apenas menos 0,15%.

Das treze capitais acompanhadas pelo IBGE, somente quatro registraram inflação em janeiro: a mais alta foi assinalada por Curitiba, com aumento de 0,56%, acumulado em todos os produtos; depois o Distrito Federal (0,47%); Porto Alegre (0,12%); e Goiânia (0,07%). As outras nove cidades encontraram preços menores na categoria.

São Paulo liderou o movimento de queda, fechando o mês com IPCA de menos 1,64%, sendo que apenas tecidos ficaram mais caros 2,65% na região. Rio de Janeiro aparece em seguida com variação negativa de preços de 1,06%. E Fortaleza teve queda de 0,94%. Pela ordem, ficaram mais baratas em moda: Campo Grande (-0,84%); Salvador (-0,59%); Belo Horizonte (-0,62%); Recife e Vitória (ambas com taxa negativa de 0,46%); e Belém (-0,12%).