Roupas e têxteis mais caros no atacado

Em setembro, atividades acompanharam a aceleração dos preços ao produtor observada em toda a indústria.

Após dois meses de alívio, os preços ao produtor voltaram a subir em setembro na indústria de transformação e extrativista em geral, no Brasil. O IPP (Índice de Preços ao Produtor) divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta para aceleração de custo de 0,47% em relação a agosto. Os fabricantes de produtos têxteis mantiveram a curva em alta, registrando aumento de 0,30% sobre o mês anterior, influenciado pelos reajustes para cima no preço de sacos de pano e tecidos sintéticos ou artificiais.

A pesquisa do IBGE mostra que as confecções de vestuário repassaram os aumentos em 0,59% para o atacado, em uma indicação que os preços em outubro deverão subir para o consumidor nas lojas de varejo. Os itens que mais subiram em setembro foram as camisas e blusas femininas, além de lingerie. Em comportamento inverso, as camisas e outros tops masculinos ficaram mais baratos, assim como os conjuntos em malha femininos, mostra a pesquisa.

ACUMULADO DE NOVE MESES
Na atividade ligada à moda, os preços acumulam alta. De janeiro a setembro, as roupas ficaram 3,19% mais caras que em igual período de 2015. Os aumentos acumulados no período pelos produtos têxteis somam 2,90%. Os preços dos dois segmentos escapam dos resultados do IPP geral que aponta variação negativa de 0,46% nos primeiros nove meses do ano.