Reajuste de vestuário enfraquece

Apesar dos aumentos de preços em todos os itens que compõem essa cesta, o indicador de junho ficou menor que dos dois meses anteriores.

O preço de roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias vem aumentando desde março, com a entrada das novas coleções. Chegou a se aproximar do 1% em abril, recuou para 0,61% em maio e alcançou 0,58% em junho. Com isso, o reajuste imposto pela categoria voltou a ficar abaixo da inflação geral do país que registrou IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 0,79%, no mês, mesmo que acima do 0,74% de maio, compara a pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em junho, o aumento de Vestuário e Acessórios foi pressionado por roupas masculinas, cujo reajuste atingiu 1,13%, embora todos os itens tenham ficado mais caros no mês, como já havia ocorrido em abril e maio. A segunda maior alta foi a de jóias e bijuterias (0,93%), seguida por tecidos (0,73%), roupas infantis (0,61%) e roupas femininas (0,52%), demonstra a pesquisa do IBGE, realizada mensalmente.

Como indício de que os aumentos vêm perdendo a força nessa categoria de itens, o levantamento revela comportamentos diferentes entre as regiões metropolitanas monitoradas. Menos cidades registraram reajustes acima de 1%, como vinha acontecendo, e mais cidades tiveram deflação de preços. Por conta das roupas, especialmente as femininas, cujo reajuste chegou a 2,5%, Porto Alegre permaneceu como a capital mais cara para renovar o guarda-roupas.

Depois da queda verificada em maio, a cidade do Rio de Janeiro reajustou os preços em 1,07% em junho, impulsionada por roupas, sobretudo as infantis (2,07%), e por tecidos (1,99%). A inflação de moda em Recife também ultrapassou a casa de um dígito, registrando 1,01%, pressionada pelos aumentos em roupas femininas (2,27%), apesar de roupas infantis e tecidos terem apresentado redução de 1,16%, cada um.

Outras quatro capitais tiveram deflação. Os preços que mais caíram foram em Fortaleza, cujo IPCA foi de menos 0,47%, ainda que as roupas masculinas tenham subido 2,14%, mostra a pesquisa do IBGE. Também Goiânia recuou em 0,51%, puxada para baixo pelos preços de roupas, depois da forte alta experimentada no mês anterior. A redução em Curitiba e no Distrito Federal foi bem pequena, de menos 0,06% e menos 0,03%, tendendo para a estabilidade.

Assim, o primeiro semestre fecha com alta na categoria de moda, mas com índice bem menor que a média geral. De janeiro a junho, o custo de vida do brasileiro subiu 6,17%, índice muito superior aos 3,75% de igual período do ano passado. No caso de Vestuário e Acessórios, o IPCA dos seis primeiros meses de 2015 acumulou alta de 1,39%, ante o aumento de 1,55% apurado de janeiro a junho de 2014.