Reajuste de roupas perde a força

Em junho, preços de vestuário e tecidos subiram, mas, em ritmo menor que no mês anterior, mostra o IPCA, divulgado nessa terça-feira, 8, pelo IBGE.

Desde março, a inflação brasileira vem crescendo menos. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), registra em junho alta de 0,40%. Vestuário, tecidos, calçados e jóias continuaram a ficar acima desse patamar, porém, diminuiu a diferença. Em junho, o reajuste da categoria foi de 0,49%, variação bem menor que o 0,84%, de maio, quando a inflação nacional foi de 0,46%. A alta da categoria foi geral, com exceção de roupas femininas, cujos preços caíram levemente, em 0,07%, depois de três meses de alta persistente.

A maior pressão para a formação de preços da categoria em junho foi exercida pelas roupas infantis, que subiram 0,95%. Em seguida vieram os itens de calçados e acessórios, com alta de 0,79%; roupas masculinas, com reajuste de 0,70%; e depois tecidos (0,22%), que foi o vilão em maio com aumento de 1,55%, e jóias e bijuterias que subiram 0,15% no mês. O fôlego para remarcar os preços para cima perdeu a força em junho refletindo o próprio desempenho do comércio, afetado pelos feriados e quebra de dias úteis por causa da Copa do Mundo e do frio que, pelo menos, em São Paulo não veio com a intensidade que sinalizou.

Entre as 13 capitais monitoradas pelo IBGE para a formação do índice mensal, Recife destacou-se pelos reajustes de 1,55%, configurando a maior inflação entre as cidades, seguida de Salvador (1,42%) e Porto Alegre (1,28%), que desde abril tem ficado entre as capitais de maior alta. São Paulo reajustou em 0,25%, depois da forte alta registrada em maio. Na ponta oposta, Belém, Goiânia e Fortaleza apresentaram variação negativa de preços de 0,29%, 0,26% e 0,16%, respectivamente.