Produção de roupas despenca em fevereiro

O ritmo da indústria de itens têxteis perdeu o vigor registrado em janeiro e ficou estável, com leve aumento no volume fabricado

As confecções de roupas colocaram o pé no freio em fevereiro. Depois de quatro meses aumentando o volume produzido, as empresas do segmento reduziram o ritmo das fábricas. A queda na produção de vestuário foi de 4,8% sobre janeiro, o terceiro maior recuo entre as atividades monitoradas para formação da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A redução só não foi maior que a registrada pelas indústrias extrativistas (-14,8%) e pela de fumo (-8,5%), mostra o levantamento.

Também esfriou a produção indústrial de artigos têxteis, que começou o ano a todo vapor, anotando crescimento de 4,2%, segundo a revisão para cima do IBGE. Em fevereiro, o desempenho do segmento permaneceu positivo, porém, o aumento foi de apenas 0,1%, tendendo à estabilidade. Manteve assim resultados favoráveis nos dois primeiros meses de 2019, o contrário do que ocorreu em janeiro e fevereiro de 2018, quando enfrentou quedas expressivas de produção.

De maneira geral, em fevereiro, a produção da indústria brasileira caiu 0,7%, anulando assim a alta de 0,7% de janeiro. Segundo a pesquisa do IBGE, dos 26 ramos analisados, 16 tiveram aumento de produção.

COMPARAÇÃO COM FEVEREIRO DE 2018

Quando analisado o mesmo mês do ano passado, a situação melhora. Depois de cinco meses registrando diminuição no volume produzido nessa comparação, ambos os setores registraram alta em fevereiro de 2019. Mesmo com a queda acentuada de fevereiro deste ano, as confecções de roupas apresentaram desempenho positivo, com alta de 2,8% nesse confronto. Houve expansão na produção de camisas, blusas, camisetas, bermudas e shorts para homens e mulheres. A indústria de artigos têxteis produziu mais 1,6% em relação a fevereiro de 2018.

Da mesma forma, a produção da indústria brasileira em geral cresceu nessa comparação. Conforme a pesquisa do IBGE, o avanço foi de 2%.