Preços de roupas seguem em alta

Grupo continua a pressionar a inflação brasileira, com taxa alta de reajuste em novembro, porém, em ritmo mais moderado que o verificado em outubro.

A inflação do grupo vestuário, que engloba roupas, tecidos, itens de armarinho, calçados e acessórios, jóias e bijuterias, continua em patamar que ultrapassa o índice geral. Em novembro, a média de reajuste do setor foi de 0,85%, em relação aos preços de outubro, quando registrou a maior alta do ano (1,13%) e sendo a segunda principal taxa na composição do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês, de acordo com a pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na semana passada.

Mais uma vez, as roupas femininas cumprem o papel de vilão dos preços nessa categoria de produtos. A alta foi de 1,54%, uma das maiores do ano, e a que mais pesou na categoria. Calçados e acessórios aparecem na seqüência, com alta de 0,78%; depois jóias, com 0,49%; roupas masculinas, 0,47%; e roupas infantis, 0,22%. Todos reajustaram preço em ritmo mais contido que o apresentado em outubro. Apenas tecidos e armarinhos apontam pequena deflação de 0,03%, que influiu pouco, uma vez que o segmento vem aumentando os preços desde julho.

Entre as capitais, Fortaleza é a mais cara para quem compra roupas; a inflação da cidade atingiu 2,06%. Recife e Belém mantiveram reajustes altos, repetindo o comportamento de outubro, com alta de 1,37% e 1,59%, respectivamente. Curitiba que no mês anterior foi na contramão, com preços 0,03% menores, voltou a se alinhar às demais capitais praticando preços 1,15% acima dos encontrados no varejo em outubro. Depois da alta de 1,77%, em outubro, São Paulo mostrou taxa de 0,68%, com pressão grande de roupas femininas, que ficaram 2,27% mais caras, só perdendo para Curitiba (2,47%) e Recife (2,45%).