Preços de roupas aceleram em outubro

Todos os itens da categoria subiram, com pressão maior exercida por tecidos cujos reajustes nos preços subiu 1,63% em relação ao mês anterior.

Como de praxe no mercado de roupas, tecidos, calçados e acessórios, jóias e bijuterias, os preços começam a subir depois das liquidações de julho com reajuste mais forte em outubro, quando as vitrines são completamente renovadas. Não foi diferente este ano. A inflação de outubro no setor atingiu 0,67%, uma das maiores taxas do ano – só perde para abril que registrou reajuste de 0,91%. Todos os itens da cesta de moda ficaram mais caros na virada de setembro para outubro, revela a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mensal.

Ainda que tenha acelerado, a inflação de moda continua a ficar abaixo da média geral que pulou para 0,82% em outubro, pressionada sobretudo pelos aumentos de combustível, passagens aéreas e pneus que levaram a categoria de transporte a registrar a maior taxa do mês, com alta de 1,72%. Na área de moda, a principal pressão de encarecimento foi exercida pelos tecidos, que subiram 1,63%.

As roupas dos adultos também pressionaram o indicador assinalando aumento de 0,79%, no vestuário masculino, e 0,75%, no segmento feminino. As roupas de crianças foram as que tiveram menor reajuste, com alta de 0,36%. A inflação de calçados e acessórios, jóias e bijuterias registrou 0,60% e 0,63%, respectivamente, mostra a pesquisa do IBGE.

Quanto aos preços dos artigos de moda nas 13 capitais monitoradas pelo IBGE, a alta foi geral, com exceção de Belém que caiu 0,38% influenciada pela queda no custo das roupas de adultos. Campo Grande (MS) despontou como a cidade que mais aumentou, com taxa de inflação de 1,72%, refletindo o encarecimento de todos os itens, a não ser tecidos que tiveram queda de 0,85%.

Vitória, Rio de Janeiro e Salvador foram as outras três capitais com aumento ficando acima de 1%. A cidade capixaba registrou alta de 1,65%; Rio de Janeiro, 1,10%; a capital baiana, 1,06%, mostram os dados levantados pela pesquisa mensal do IBGE.