Preço de roupas cai no atacado

Produtos têxteis, ao contrário, apresentaram alta em agosto, contrariando o comportamento de custo em queda da indústria para o produtor.

Por duas vezes no ano, em maio e julho, a indústria de produtos têxteis baixou o preços dos itens comercializados. Em junho e, mais recentemente, em agosto, essa queda refletiu nos custos das confecções de vestuários, com recuo de 2,10%, o maior desde o início da medição do IPP (Índice de Preços ao Produtor) em dezembro de 2009, destaca o relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que acompanha a pesquisa.

Os produtos que mais contribuíram para esse declínio dos preços para os lojistas em agosto em relação ao mês anterior foram camisas, tanto para homens quanto para mulheres, calças femininas e lingerie. De acordo com o IBGE, a atividade de confecção de roupas acumulou aumento de 2,52% desde janeiro de 2016.

AUMENTO EM TÊXTEIS
Ao contrário, a indústria têxtil brasileira aumentou os preços em 0,30% em agosto sobre julho. O levantamento do IBGE aponta que os produtos que influenciaram essa alta foram os fios e tecidos de algodão, além de sacos feitos de material sintético ou artificial. As roupas de banho, como toalhas, que vinham em alta, ficaram mais baratas no mês.

IPP GERAL
Em agosto, os preços da indústria geral, que abrange os setores de transformação e extrativista, variaram para baixo 0,26%, em média, mostra a pesquisa do IBGE. O estudo monitora 24 atividades, das quais 11 mostraram variação positiva. Das que tiveram recuo, vestuário está entre as quatro que mais cortaram preço.

 

Preço de roupas cai no atacado

Ao contrário, o custo dos produtos têxteis continuou a aumentar, subindo bem acima do reajuste geral aplicado em abril pela indústria de transformação.

Em abril, as roupas vendidas para o atacado ficaram mais baratas. A queda no mês foi de 0,53%, informa a pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para a formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor). Foi uma das poucas atividades da indústria de transformação a reduzir preço entre as 23 analisadas pelo estudo. O IPP geral continua a subir, assinalando em abril aumento de 0,31% pelo terceiro mês consecutivo.

Mesmo comportamento apresentado pela indústria de produtos têxteis que desde janeiro reajusta para cima os preços. Em abril, registrou a maior alta do ano, tendo aplicado aumento de 1,96%. Segundo o relatório da pesquisa do IBGE, tecidos e fios de algodão foram os responsáveis pela maior parte desse reajuste muito acima da taxa exibida pela indústria como um todo. Já a queda no preço de atacado das roupas é atribuída a produtos confeccionados em malha.

Na comparação com abril de 2014, as duas atividades seguem o comportamento da indústria em geral, que impôs reajuste de 5,63% aos preços praticados no atacado. As confecções de vestuário aumentaram a tabela em 4,89% na comparação com igual mês do ano anterior, enquanto o reajuste da têxtil ficou em 4,21%, revela a pesquisa do IBGE.