Passado o frio, vendas despencam.

Em julho, as lojas de vestuário, tecidos e calçados venderam menos que em junho, colocando fim amargo a um trimestre de alta.

Itens de moda, como vestuário, tecidos e calçados, foram os que mais sofreram no varejo brasileiro em julho. Foi o setor cujas vendas mais caíram na passagem de um mês para o outro. E desabaram de forma abrupta, depois do segundo trimestre inteiro em alta. Em volume de vendas, a redução nas lojas de moda foi de 5,8%. A receita nominal contraiu quase na mesma proporção, caindo 5,6%. O desempenho pressionou o indicador geral do comércio varejista, que fechou julho com queda de 0,30% em volume de vendas, mas com aumento de 0,70% em faturamento.

Para se ter idéia do tamanho do tombo entre os varejistas de moda, basta saber que a segunda atividade com maior queda em volume foram as lojas de móveis e eletrodomésticos (-1%) e a que mais caiu em receita nominal foi a de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,7%), revelam os dados da pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O fim dos dias de frio intenso que movimentaram o varejo de moda, especialmente entre maio e junho, e a temporada de liquidação afetaram os resultados do setor.

ESTADOS: COMPARAÇÃO COM JULHO DE 2015.

Sobre igual mês do ano passado, o desempenho do setor piorou. Segundo análise do IBGE, o segmento de Tecidos, vestuário e calçados, que apresentou queda no volume de vendas de 14,2% com relação a julho de 2015, “representou a terceira maior contribuição negativa à taxa global do varejo, mesmo com os preços do setor de vestuário crescendo abaixo da inflação geral”. Com relação à receita nominal, o recuo em moda foi de 9,2%.

De forma geral, o comércio varejista como um todo apresentou queda em volume de 5,3% e aumento de faturamento de 6,7%, no período. No relatório que acompanha a pesquisa, o IBGE destaca o comportamento das vendas em 11 estados e no Distrito Federal. Para moda, em todos eles, o volume de vendas em julho de 2016 ficou abaixo do apurado em igual mês do ano passado. Os três maiores mercados do país foram os que mais sofreram, tanto em volume quanto em receita nominal.

O Rio de Janeiro teve queda de 24,2%, em volume, e de 21,5%, em receita. O recuo de São Paulo foi de 19,1, em volume, e de 13,4%, em faturamento nominal. A retração em Minas Gerais ficou em 16,5%, em volume, e em 12,3%, em receita, mostra o estudo. Santa Catarina continua a sustentar o melhor desempenho nas praças destacadas. Caiu pouco em volume de vendas (-0,2%) e aumentou a receita em 6,2%. Apenas o Ceará cresceu o faturamento em julho de 2016, quando comparado a julho de 2015, com expansão de 1,5%, porém, com queda de 3,3% em volume de vendas.