Moda não acompanha reação do varejo

Em fevereiro, o comércio em geral cresceu em quase todas as áreas, enquanto a venda das lojas de roupas, tecidos e calçados caiu pelo terceiro mês consecutivo.

O varejo nacional voltou a crescer em quase todas as atividades, com expansão em fevereiro de 1,2% em volume de vendas e de 1,30% em receita, que não foi suficiente, entretanto, para compensar a queda verificada no mês anterior. Já as lojas de roupas, tecidos e vestuário enfrentaram o terceiro mês consecutivo de vendas em queda, com a recessão se agravando. No confronto com janeiro, a redução de fevereiro estendeu-se a volume de venda (-2,8%) e a receita nominal (-1,8%), mostram os dados da pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

O setor de moda foi a atividade que enfrentou a maior queda em volume de venda no comércio, junto com outras três: livros, jornais e revistas (-2,4%); materiais de escritórios, informática e comunicação (-1,3%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,1%). Quanto à receita nominal, apenas jornais, livros e revista também tiveram retração de vendas (-2,1%). As demais atividades assinalaram crescimento nos dois indicadores.

A constatação do IBGE aponta para o fato de que “mesmo com os preços de vestuário subindo menos que o IPCA, o volume de venda desta atividade vem se mantendo abaixo da média geral do comércio varejista”. A situação do setor agrava-se ainda mais na comparação com fevereiro de 2015. O varejo como um todo acusou redução de 4,2% em volume de venda, mas, aponta para crescimento de 7,3% em receita. Já o varejo de vestuário, tecidos e calçados convive com taxas negativas em volume (-10,8%) e de receita nominal (-5%).

Entre os 11 estados destacados pela pesquisa mais o Distrito Federal, a maior surpresa foi o desempenho do Espírito Santo que apontou para aumento de volume de 35% sobre fevereiro de 2015 e de 38,7%, em receita. Dentro do mês, a pesquisa mostra mais dois destaques positivos. Um deles é o Ceará com crescimento em volume de vendas (1,9%) e em receita (4,6%). Santa Catarina apresentou a mesma expansão em volume (1,9%), mas, o salto em receita das lojas do estado foi de 10,9%.

A maioria dos estados esbarra com vendas em queda, sendo que Pernambuco continua a figurar entre os destaques mais negativos desde março de 2015. A redução em volume de venda atingiu 20,3%, em fevereiro de 2016 sobre fevereiro de 2015. No mesmo período, a receita nominal recuou 14,9%.

GRÁFICOS DESEMPENHO 2016