Menos vagas na indústria e no comércio

Em abril, os cortes foram mais severos no varejo e no atacado de tecidos e roupas, enquanto a indústria têxtil e de vestuário segurou o ritmo das demissões.

Embora tenham desacelerado, as demissões se estenderam para o emprego de carteira assinada no comércio de moda em geral e na indústria têxtil e de vestuário durante abril. Os maiores cortes foram impostos pelo varejo, que fechou 5.343 vagas no mês, quase o dobro das vagas encerradas em abril de 2015, revelam os dados da pesquisa do ministério do Trabalho, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

São Paulo foi o estado onde as empresas do varejo mais demitiram, com corte de 1.892 postos de trabalho. Minas Gerais aparece em seguida com o fechamento de 740 vagas e, depois, o Rio de Janeiro, com 571 trabalhadores dispensados. Apenas três estados tiveram saldo positivo, sendo dois com quadro praticamente estável e o Paraná que abriu 92 vagas no comércio varejista.

O enxugamento persistente do varejo refletiu nas empresas de atacado que, em abril, mantiveram o setor com saldo negativo de 252 postos a menos, corte quase três vezes maior do que o registrado em abril de 2015. De novo, as empresas de São Paulo foram as que mais cortaram emprego, encerrando 132 vagas; seguidas pelas do Rio de Janeiro com 55 demissões; e Espírito Santo com 33 dispensas. No geral, 13 estados apresentaram saldo positivo, com o Paraná novamente em destaque ao oferecer 32 postos adicionais.

Analisadas como um bloco único pelo Caged, a indústria têxtil e de confecção conteve o ritmo de demissões que vinha praticando desde abril do ano passado. De acordo com o levantamento do ministério do Trabalho, o setor demitiu 633 empregados, número bem menor do que as 5 mil dispensas de um ano atrás. Indústrias de dez estados contrataram em abril, puxados por Santa Catarina que ampliou o contingente em 156 vagas; Ceará, com mais 153; e Minas Gerais com a abertura de 104 postos.

O maior saldo negativo do mês ficou com o Paraná que registrou saldo negativo de 235 dispensas. A indústria baiana fechou 199 postos e a do Espírito Santo encerrou 198 vagas.