IPP sobe para vestuário e têxteis

Em fevereiro, o IBGE fez uma ampla atualização de produtos e empresas da indústria em geral que alterou os dados de janeiro

Os preços praticados pela indústria aceleraram em fevereiro. Foram impulsionados pelos aumentos aplicados por 11 das 24 atividades monitoradas para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor). As indústrias de roupas e de artigos têxteis estão entre as atividades que reajustaram para cima. As novas coleções levaram à variação positiva de 0,64% na indústria do vestuário sobre janeiro. Já os reajustes entre os fabricantes têxteis foi mais brando, com incremento de 0,09% em relação ao mês anterior.

Em roupas, enquanto caíram os preços dos tops para o atacado, calças, bermudas e jardineiras ficaram mais caras em fevereiro, mostra a pesquisa realizada mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na indústria de têxteis, produtos como tecidos de algodão e para decoração ajudaram a elevar o custo no mês.

Depois da queda em janeiro, a indústria em geral assinalou aumento de 0,43% em fevereiro, pressionado pela forte variação aplicada pelas empresas extrativistas (7,97%) em relação ao mês anterior. A variação na indústria de transformação também foi positiva, mas com média de 0,12%.

PESQUISA ATUALIZA AMOSTRA DE PRODUTOS

A divulgação do IPP de fevereiro é a primeira a contemplar a atualização na pesquisa que serve de base para o cálculo do indicador. Segundo o IBGE, no total, a amostra contará com 2.070 empresas, 670 a mais que na antiga, e a quantidade de produtos pesquisados passará de 324 para 416 itens. Em têxteis, por exemplo, saíram roupas de banho e entraram 11 novos produtos. A nova amostra em têxtil inclui artigos de decoração, como cortinas, almofadas, pufes e travesseiros; e aviamentos, como fitas de tecido (inclusive elásticos).

À luz das atualizações implementadas na pesquisa, o IPP de janeiro sofreu alterações. O recuo do indicador geral ficou menor. Caiu 0,75% em janeiro (contra -1,05%). A indústria do vestuário cuja variação havia sido negativa, foi revista para aumento de 0,33%. Os preços das indústrias têxteis tiveram variação mais forte, de 0,55%, contra o índice anterior de 0,04%.