Inflação sobe, menos para moda

Em setembro, a categoria que inclui roupas, calçados, joias e tecidos junto com comunicação foram as únicas atividades com variação negativa no mês

Medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), a inflação oficial do Brasil subiu 0,48% em setembro, segundo dados divulgados hoje, 5 de outubro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com o IBGE: “Este resultado é o maior para um mês de setembro desde 2015, quando o IPCA registrou 0,54%”. A alta de 4,18% nos preços dos combustíveis foi o fator que mais pressionou o índice. Ao contrário dessa variação, os preços da categoria Vestuário caíram 0,02%, sendo junto com Comunicação (-0,07%) as duas únicas atividades a recuar entre as nove monitoradas pelo levantamento mensal.

Essa contenção do varejo de moda em setembro foi influenciada basicamente pelas roupas que tiveram reajustes menores que em agosto, uma vez que os demais itens que compõem a categoria subiram os preços. Calçados e acessórios aceleraram 0,13%; joias e bijuterias encareceram 0,25%; tecidos e armarinhos ficaram 0,46% mais caros, acompanhando o avanço da inflação oficial brasileira.

COMPORTAMENTO DA ROUPAS E CUSTO NAS CAPITAIS

As roupas infantis foram as que apresentaram maior queda de preços no mês (-0,26%). A inflação das roupas femininas recuou 0,15% em setembro em relação a agosto e o vestuário masculino ficou estável, com ligeira redução de 0,01%, mostra a pesquisa do IBGE.

Entre as 16 capitais que são destaque do levantamento, em nove a inflação subiu e em três delas os preços avançaram acima do índice geral: Vitória (0,76%); Porto Alegre (0,62%); e Rio Branco (0,60%).

Nas outras sete capitais a inflação diminuiu em relação ao mês anterior. As três nas quais os reajustes em moda mais perderam força foram Belém (-1,39%); Fortaleza (-0,52%); e Recife (-0,48%), aponta o IBGE.

ACUMULADO DO ANO EM MODA

Até setembro, a inflação geral acumulada do ano ficou em 3,34% acima de igual período de 2017, quando o aumento registrou 1,78%, revela a pesquisa do IBGE. Mais uma vez, a categoria Vestuário assinala variação negativa no acumulado. Em nove meses, a inflação da atividade caiu 0,43%. A queda só não foi mais intensa porque os preços de joias e bijuterias acumularam alta de 4,83%, enquanto os de tecidos e armarinhos expandiram 2,12%.

Comparada aos primeiros nove meses de 2017, a inflação de roupas de homens baixou 1,12% no período. O acumulado do ano das roupas de crianças aponta para redução de 0,46% e das femininas para recuo de 0,27%. A inflação acumulada de calçados também enfraqueceu (-1,14%).