Indústria corta vagas e contém salários

Os setores têxtil e de vestuário refletem o comportamento da atividade como um todo, que diminuiu o pessoal ocupado, enquanto o reajuste da folha cresce menos.

Sobre maio de 2013, os setores têxtil e de vestuário mantiveram o comportamento de reduzir paulatinamente o pessoal ocupado, acompanhando o desempenho da indústria brasileira como um todo há vários meses. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o corte atingiu 2,6% em maio em relação a igual mês do ano anterior. As têxteis cortaram 2,6% das vagas, corte menor que o aplicado nos dois meses anteriores. E as confecções de vestuário aprofundaram o corte, reduzindo o quadro em 2% no período.

O valor da folha de pagamento real continua positivo, mas, começa a refletir essa desaceleração do emprego, com taxas menores de reajuste. Nas têxteis, os salários subiram 2,10%, patamar acima do 1,40% da média geral da indústria brasileira. A indústria do vestuário dá sinais de que o ciclo de valorização dos salários terminou. E em maio, o IBGE aponta queda da folha da atividade de 2,6%, sobre os salários pagos em maio de 2013, em movimento para reduzir custos.