Importados voltam a crescer

Estudo da Fiesp mostra que depois do recuo observado no segundo trimestre, aumenta a participação dos produtos de fora no consumo interno de vestuário.

Estudo divulgado na semana passada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) conclui que a desvalorização do real frente ao dólar não inibiu a entrada de importados no mercado brasileiro. A análise vale também para o setor de artigos do vestuário e acessórios. O chamado Coeficiente de Importação (CI) medido pelo departamento de relações internacionais e comércio exterior da entidade revela que a parcela do consumo interno atendida por produtos fabricados fora do Brasil no setor de vestuário correspondeu entre julho e setembro a 12,6%. Acompanha assim o desempenho de alta assinalado em outubro pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio).

Representa uma ligeira aceleração em relação ao segundo trimestre do ano, quando a parcela de importados caiu de 20,1% entre janeiro e março, para 11,3%, entre abril e junho. Perante o terceiro trimestre de 2012, a participação registrada também representa expansão de 1,5 p.p. sobre os 11,1% de então. No caso dos produtos têxteis, como tecidos, a compra de insumos importados aumentou 1,99 p.p. passando para 23,5% na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano. Da mesma forma que em vestuário, entre abril e junho as importações caíram ante o primeiro trimestre, passando de 26,9% no início do ano para 21,6% no trimestre seguinte.

Mas, em relação ao terceiro trimestre de 2012, a participação dos importados caiu, ainda que pouco (0,8 p.p.). Entre julho e setembro, a parcela das internações correspondia a 24,2%, informa o relatório da Fiesp. O diretor da área responsável pelo acompanhamento e pela análise dos indicadores, Roberto Giannetti, ressalta que “o cálculo dos coeficientes não considera o efeito preço, ou seja, as variações no valor das exportações e importações. Por isso, o déficit comercial registrado no ano não interfere nos resultados da análise”.