Importação de denim despenca no Brasil

Nos dois primeiros meses de 2016, o volume importado foi mínimo, enquanto as exportações aumentaram 62% ao refletir os esforços das têxteis para ampliar participação internacional.

Reflexo da economia desaquecida e do real em baixa, as importações de denim foram irrisórias nos dois primeiros meses de 2016, sobretudo em fevereiro, quando foram internados meros US$ 84, cobrados por cinco quilos de tecido, mostram os dados do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em janeiro, foram US$ 23,63 mil comprados de fora, que representam pouco menos de 1% sobre o volume importado em janeiro de 2015.

Em relação às exportações, o movimento é oposto. Entre janeiro e fevereiro, o país vendeu ao exterior US$ 8,93 milhões, correspondentes a 1,8 milhão de quilos negociados. Janeiro não manteve o mesmo volume registrado no mês anterior, mas, embarcou praticamente o dobro do que vendeu em janeiro do ano passado. Foram exportados US$ 3,25 milhões, faturados sobre 584,45 mil quilos vendidos. Fevereiro foi ainda melhor, com o embarque de US$ 5,68 milhões (64% a mais que em igual mês de 2015), por conta da venda de 1,22 milhão de quilos de tecido.

Com o aumento significativo das exportações, o saldo da balança comercial de denim permanece positivo, subindo para US$ 8,9 milhões, no primeiro bimestre de 2016. No mesmo período de 2015, o saldo era de US$ 1,46 milhão. O valor médio cobrado pelo denim brasileiro oscilou novamente. Abriu o ano sendo vendido a US$ 5,56 por quilo, e caiu para US$ 4,65, em fevereiro. Em 2015, o preço médio por quilo foi negociado a US$ 7,21, em janeiro, e a US$ 7,04, em fevereiro.

Comprado em pouca quantidade, o preço por quilo do denim importado subiu bastante, quando comparado ao preço médio de US$ 4,85 observado em 2015. Foram pagos US$ 14,08 por cada quilo da 1,6 tonelada internada, revelam os dados do Mdic.