Esfria comércio exterior de denim

Tanto as importações quanto as exportações de tecido caíram quase a metade, quando comparadas a janeiro de 2018

Depois de um dezembro atipicamente muito fraco, com apenas US$ 340,62 mil importados em denim, o Brasil iniciou 2019 comprando mais. A importação brasileira de denim registrou US$ 1,07 milhão, o triplo do volume comprado em dezembro. No entanto, a comparação com janeiro de 2018 revela queda acentuada de quase 65% sobre os US$ 3,04 milhões no mesmo mês do ano passado, de acordo com dados levantados pelo GBLjeans no sistema de controle do comércio exterior do governo federal.

Os artigos importados foram enviados de fábricas de cinco países. A China é o principal fornecedor e foi o que mais viu as vendas despencarem no mês. Saiu de US$ 2,26 milhões vendidos em janeiro de 2018 para US$ 534,69 mil faturados em janeiro de 2019. Tecidos vindos do Equador corresponderam a US$ 294,45 mil das compras desse segmento e variou pouco no mesmo período de comparação. A outra parte foi fornecida por Índia, Peru e Itália, com vendas abaixo de US$ 100 mil, cada um.

As exportações brasileiras de denim também não foram bem. Registrando US$ 1,44 milhão vendidos em janeiro de 2019, caíram 53% em relação a dezembro e 43% sobre igual mês de 2018, quando o país embarcou US$ 2,56 milhões. Os tecidos nacionais foram enviados para 12 países, com a Argentina voltando a aparecer como o maior comprador, respondendo por US$ 439,24 milhões. Honduras desponta em segundo, com compras avaliadas em US$ 203,40 milhões em janeiro de 2019. Bolívia e México formam o grupo dos quatro grandes compradores do mês, com US$ 190 milhões e US$ 176 milhões em embarques, respectivamente.

Essa contenção na balança comercial do segmento pode indicar que o mercado de jeans começou o ano mais devagar que o esperado.