Emprego industrial tem trimestre positivo

Desde 2014, têxtil e confecções de roupas não sustentam três meses seguidos de contratação, como aconteceu entre julho e setembro.

Apesar dos dados negativos, sugeridos pelas pesquisas regionais, como a realizada mensalmente pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), os indicadores nacionais apontam para informações mais alentadoras. De acordo com levantamento do ministério do Trabalho, a indústria têxtil e de confecção de vestuário fechou o terceiro trimestre com alta no nível de emprego com carteira assinada no setor, tomando por base o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). É a primeira vez desde o início de 2014, que a indústria de produtos têxteis e de roupas sustenta três meses seguidos de contratação, como aconteceu entre julho e setembro.

Conforme o Caged, a indústria setorial abriu 1.304 vagas, sustentadas pelas contratações de São Paulo (750 postos), Santa Catarina (749) e Paraná (363). Em movimento inverso, Bahia desponta como o estado no qual as empresas industriais de confecção e têxtil mais demitiram (-460), seguido por Minas Gerais (-274) e Mato Grosso (-169), mostra a pesquisa do Caged.

COMÉRCIO OSCILA
Também o comércio atacadista de tecidos e roupas mostrou indicador positivo em setembro, ainda que com aumento residual de 23 vagas a mais do que tinha em agosto. A principal alta na atividade foi registrada no Rio Grande do Sul que criou 71 postos de trabalho no mês. As contribuições de Maranhão e Rio Grande do Norte foram bem mais modestas: 12 e seis, respectivamente.

Apenas o comércio varejista continua a encolher. Foram subtraídas 1.607 vagas no setor, em redução que não deu trégua ao longo de todo o ano, revelam os dados do Caged. Nesse caso, São Paulo foi o estado responsável pela redução mais intensa. Sozinho, o varejo paulista cortou 1.435 vagas, em setembro. Rio Grande do Sul é o segundo, mas, com 134 demissões, e Pará é o terceiro destaque negativo, com 95 postos a menos. As contratações no varejo foram tímidas. O Rio Grande do Norte foi o maior contratador no mês, com abertura de 145 postos, depois aparecem Rio de Janeiro (107) e Santa Catarina (75).