Em novembro, indústria e confecções demitem.

Como é característico nesse período, o comércio continua a expandir o quadro de pessoal, mantendo saldo positivo no mês.

Depois de quatro meses de contratação, a indústria de produtos têxteis e roupas fechou novembro com o nível de emprego em baixa. O saldo foi negativo em 6.472 postos de trabalho, o maior corte imposto pelo setor ao longo de 2016, ainda que o menor dos últimos três anos para o mês de novembro, conforme mostram os levantamentos mensais divulgados pelo ministério do Trabalho com base nos dados apurados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

O estado de São Paulo liderou as demissões de novembro ao eliminar 1.886 vagas, seguido por Santa Catarina, que deixou a indústria com menos 1.440 postos, e por Paraná que demitiu 949 funcionários. O comportamento de contenção repetiu-se por quase todos os estados. Apenas quatro deles registraram saldo positivo, tendendo à estabilidade. O que mais contratou foi o Amazonas com a abertura de 38 vagas.

COMÉRCIO POSITIVO
Como acontece no último trimestre do ano, o comércio reforça o quadro de pessoal para dar conta do aumento da demanda na época de Natal, virada e férias. Com mais gente empregada, o varejo brasileiro ampliou o nível de emprego com a abertura de 19.865 vagas, pouco acima da contratação de novembro de 2015, mas, bem abaixo dos 33 mil postos adicionados em 2014 e 2013 no mesmo mês, mostram dados do Caged, acompanhados pelo GBLjeans.

Como de costume, o varejo paulista foi o que mais contratou com o acréscimo de 5.644 postos de trabalho. O Rio de Janeiro ocupa o segundo destaque mediante a contratação de 3.165 vagas adicionais, e Minas Gerais aparece em seguida com saldo positivo de 1.775 empregos a mais do que mantinha em outubro. Em novembro, todos os estados contrataram mais que demitiram no varejo.

O atacado manteve em novembro o desempenho de altos e baixos registrado por todo 2016. Assim, depois do corte de outubro, o segmento voltou a contratar, abrindo 93 vagas, ao contrário do que ocorreu em novembro de 2015 quando o comércio atacadista reduziu o nível de emprego. Apenas em nove estados o atacado de moda cortou emprego no setor atacadista. A maior quantidade de demissões foi executada pelo comércio de moda do Rio de Janeiro (-23 vagas), depois Paraná (-16) e Santa Catarina (-13).