Em março as roupas ficaram mais caras

Mudança para as coleções de inverno impactou os preços no varejo, com reajustes disseminados entre produtos da categoria que inclui vestuário, tecidos, calçados, joias e bijuterias

Diferentemente do primeiro trimestre de 2017, no qual moda fechou com preços em queda, março deste ano registrou alta de inflação de 0,33% sobre fevereiro, com aumentos generalizados em todos os produtos da categoria (roupas, tecidos, calçados, joias e bijuterias). O reajuste só não foi maior que o aplicado na área de serviços de saúde e cuidados pessoais (0,48%), por causa dos aumentos nas mensalidades dos planos de saúde, mostra a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que calcula o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). A inflação brasileira em março foi de 0,09%, a mais baixa dos últimos oito meses.

Depois da queda em fevereiro, o preço das roupas para mulheres subiram 0,54% no varejo, a variação mais alta entre os produtos que compõem a cesta de moda. O vestuário infantil ficou 0,32% mais caro, enquanto o aumento para as linhas masculinas foi mais comedido, com expansão de 0,09%. Os tecidos encareceram 0,41% de um mês para o outro. Calçados e acessórios tiveram alta de 0,34%. Joias e bijuterias subiram 0,32% em março, mostra a pesquisa do IBGE.

CUSTO DA MODA NAS CAPITAIS
Os preços de artigos de moda caíram no varejo de quatro capitais: Salvador (-0,78%), Campo Grande (-0,71%), São Paulo (-0,10%) e Rio de Janeiro (-0,04%). As três mais caras entre as 12 capitais que são destaque na pesquisa do IBGE incluem Distrito Federal com aumento de 1,76%; Curitiba que reajustou em 1,3%; e Recife, com alta de 0,96%.