Em julho, as roupas ficam mais baratas.

As promoções do varejo para rodar as mercadorias de inverno ajudaram a conter a inflação do setor que, no mês, junto com habitação, apresentou retração.

Os preços das roupas no varejo caíram em julho em relação ao mês anterior. Retraíram 0,32%, diante da inflação geral que avançou 0,52% no mesmo período, mostrando reajuste em patamar acima do que registrou em junho. Para efeito de pesquisa, o IBGE (Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística) calcula o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) dentro de nove grupos de produtos. O de Vestuário engloba roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias.

Dos nove, apenas os itens de Vestuário e Habitação ficaram mais baratos em julho em comparação com os preços apurados no varejo nacional durante junho. Todos os demais grupos que compõem a cesta monitorada pelo IBGE subiram. Dentro de Vestuário, somente tecidos registraram aumento, com reajuste médio de 0,23%, repassando ao consumidor parte do acréscimo encontrado no atacado em junho: o IPP (Índice de Preços ao Produtor) na área de produtos têxteis subiu para 0,38%.

MAIOR QUEDA EM ITENS FEMININOS
As roupas podem ter caído em função da queda de preços encontrada no atacado em junho (-1,66%). O custo do vestuário feminino foi o que mais encolheu para o consumidor: caiu 1,10%. Roupas infantis recuaram 0,18% e masculinas tenderam à estabilidade, com redução discreta de 0,08%. O preço dos calçados retraíram 0,10% e de jóias e bijuterias, diminuíram 0,17%, mostra a pesquisa do IBGE.

CUSTO DA MODA NAS CAPITAIS
Das 13 capitais destacadas pelo IBGE no cálculo do IPCA, nove assinalaram deflação em julho, em relação a junho. Permaneceram com preços de vestuário em alta: Belo Horizonte (0,64%), Vitória (0,45%), Belém (0,29%) e Curitiba (0,22%).

Em movimento contrário, a cidade de São Paulo continua com preços em retração. A queda no comércio da capital paulista foi de 0,86% em julho, uma das maiores entre as regiões. O maior recuo foi registrado pelo IBGE no Distrito Federal (-1,15%). Também a cidade do Rio de Janeiro apresentou forte redução, com IPCA negativo de 0,65%.