Déficit do setor têxtil volta a cair

Redução foi influenciada pelo forte aumento das exportações em setembro, uma vez que o volume de importação ficou praticamente estável.

Se agosto registrou o menor déficit do ano no setor têxtil e de confecção de roupas, o de setembro ficou ainda menor, puxado para baixo novamente pelo aumento das exportações que subiram no mesmo patamar de 45% assinalado no mês anterior. Segundo dados do ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, que constam da pesquisa realizada mensalmente monitorando a balança comercial brasileira, em setembro, o país embarcou US$ 250 milhões em produtos têxteis diversos. Mas, é o algodão que sustenta a expansão com embarque de US$ 181,28 milhões, que representam praticamente o dobro da venda de agosto.

As importações somaram US$ 478,37 milhões, leve queda de 0,23% sobre agosto, deixando o saldo do setor negativo em US$ 228,32 milhões. Em relação a setembro de 2014, o volume importado pelo país caiu 33,18%. O vestuário que corresponde à maior parte das compras externas aumentou a conta em 3,17% sobre agosto, atingindo US$ 198,5 milhões. Mesmo assim, ficou abaixo dos US$ 274,61 milhões importados em setembro de 2014. Em dólares, o gasto com importação foi menor, porque o país comprou menos (10,8 toneladas) e pagou menos pelo quilo adquirido no exterior (US$ 18,39) em relação a igual mês do ano passado

As importações de algodão também cresceram, embora a participação no total não seja tão expressiva. Passaram de US$ 11,94 milhões, em agosto, para US$ 13,51 milhões, em setembro. Dos 14 produtos monitorados na pesquisa, oito deles reduziram as importações. Os que aumentaram foram filamentos sintéticos ou artificiais; tapetes; e outros artefatos têxteis.