Comércio volta a vender menos

Em fevereiro, vendas e receita de vestuário, tecidos e calçados caíram em comparação com janeiro, segundo a pesquisa divulgada pelo IBGE esta semana.

De maneira geral, o comércio brasileiro vendeu menos em fevereiro. A despeito de ser um mês normalmente mais curto, em 2015 teve o Carnaval, feriado que somado ao aperto do orçamento das famílias encolheu o volume comercializado, com queda em relação a janeiro de 0,1%, segundo o indicador do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em compensação, a receita nominal bruta do setor como um todo apontou para aumento de 0,70% sobre o mês anterior, refletindo a inflação.

Também o segmento de vestuário, tecidos e calçados registrou um volume de vendas menor em fevereiro do que em janeiro. As vendas encolheram 0,70%, patamar semelhante ao encontrado em fevereiro de 2014 (-0,70%) e de 2013 (-0,60%). Porém, diferentemente do que ocorreu nesses dois anos e com o comércio em geral, em fevereiro de 2015, a receita dos varejistas de vestuário, tecidos e calçados caiu quando comparada a janeiro. A redução de receita foi de 0,60%, acompanhando de perto a retração no volume de vendas da atividade.

Comparação com fevereiro de 2014
Ao comparar o comportamento das vendas em relação a fevereiro de 2014, o varejo de roupas, tecidos e calçados caiu 7,3%, em volume de vendas, e viu a receita recuar em 5%. O comércio em geral encolheu 3,1% em volume de vendas e aumentou em 3,6% a receita nominal, no mesmo período, mostra a pesquisa do IBGE.

O mês foi difícil para o varejo da atividade nos 12 estados que a pesquisa acompanha, quando comparado a fevereiro de 2014. A Bahia registrou a pior queda, com recuo de 20,40% no volume comercializado. Santa Catarina e São Paulo foram os que caíram menos, com retração de 0,7% e de 2,3%, respectivamente. Da mesma foram, a receita nominal caiu em 11 estados, em comparação a igual mês do ano passado. Apenas Santa Catarina computou aumento de receita nominal de 2,6%. A maior queda de faturamento foi na Bahia, com variação negativa de 18,4%, aponta o IBGE.