Comércio exterior retrai em maio

Setores têxtil e de vestuário reduziram compras e embarques exterior, reduzindo o saldo comercial em relação a abril.

Embora ainda operem com déficit, o saldo comercial entre exportação e importação dos setores têxtil e de vestuário no Brasil ficou menor que o registrado em abril. A diferença ficou em US$ 268,36 milhões em maio, mês em que o país computou US$ 128,8 milhões em vendas ao exterior e US$ 396,95 milhões em importações, aponta o levantamento realizado mensalmente pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). O saldo ficou menor simplesmente porque as empresas compraram e venderam menos.

Dos 14 produtos do setor monitorados pela pesquisa, quatro apresentaram superávit, com destaque para o algodão com saldo positivo de US$ 27,74 milhões. Os demais continuaram em déficit. Roupas representam a maior parte do saldo negativo, sendo responsáveis por compras avaliadas em US$ 130,73 milhões, ante embarques de US$ 12,26 milhões, ainda que as exportações tenham crescido 18,72% na passagem de abril para maio, e as importações tiveram queda de 41,52%.

Sobre abril, a queda de importações nos dois setores atingiu 22,23% e foi generalizada. Apenas o segmento de filamentos sintéticos ou artificiais apresentou pequena alta de 3,67%. Sobre maio de 2014, todos os 14 produtos monitorados encolheram as compras, com recuo total de 27,73%. Na comparação entre o mesmo mês de 2015 e 2014, as importações de roupas recuaram quase 90%.

São Paulo puxa a queda
Segundo balanço da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), as importações de têxteis e confeccionados no estado de São Paulo caíram 6,1% de janeiro a maio sobre igual período do ano passado. As importações paulistas nos primeiros cinco meses do ano somaram US$ 870 milhões. As exportações também caíram, em ritmo ainda mais apertado, com recuo de 20,39%, passando para US$ 130 milhões e deixando o déficit da indústria do estado 3,06% menor em relação a janeiro e maio de 2014, dados que não computam fibras de algodão, destaca a entidade setorial em comunicado.