Comércio exterior reduz atividade

Assim como a importação brasileira, a exportação têxtil e de roupas recua em relação a janeiro, mês cujos negócios aceleraram

Depois de acelerar em janeiro, a balança comercial brasileira do setor têxtil e de roupas reduziu a atividade. Em fevereiro, sobre o mês anterior, o comércio exterior do país registrou queda. Recuo pequeno, de apenas 1,16%, na importação em geral, cujo volume de negócios caiu para US$ 523,61 milhões. A redução só não foi maior porque a importação de roupas aumentou 9,35% em fevereiro, atingindo US$ 182,79 milhões, conforme os dados apurados pelo GBLjeans junto ao sistema de controle do comércio exterior do governo federal.

A China é o principal fornecedor para o setor têxtil e de roupas, respondendo sozinha por US$ 326,27 milhões do volume importado pelo Brasil nessa área em fevereiro. O valor é quase 10% maior do que o registrado em fevereiro de 2018. Ao considerar apenas a importação de roupas, o confronto com fevereiro de 2018 revela que a China vendeu ao mercado brasileiro 1,5% a menos em fevereiro de 2019, contabilizando US$ 119,30 milhões.

BRASIL VENDE 15% A MENOS AO EXTERIOR EM FEVEREIRO

As exportações brasileiras de têxteis e roupas que vinham crescendo, encolheram praticamente 15% sobre janeiro, registrando US$ 213,80 milhões em fevereiro. Como em janeiro, o resultado poderia ser pior não fosse o aumento das compras da China em algodão. Dos US$ 31,81 milhões adquiridos pelos chineses, US$ 29 milhões correspondem à compra de algodão brasileiro. A comparação com fevereiro de 2018 assinala aumento de 27% nas exportações brasileiras em geral, basicamente amparadas pela maior participação chinesa. Para ter ideia, em fevereiro de 2018, a China comprou do Brasil US$ 2,54 milhões.

A queda na venda de roupas do Brasil ao exterior foi um pouco menor de um mês para o outro (-10,36%), alcançando US$ 7,94 milhões. Em fevereiro, os Estados Unidos despontaram como o maior comprador das roupas brasileiras, sustentando US$ 1,56 milhão, ultrapassando Uruguai e Paraguai, parceiros habituais. Sobre fevereiro de 2018, a exportação de vestuário diminuiu cerca de 15%, puxada para baixo sobretudo pelo recuo do Uruguai.

O Brasil embarcou para o mercado uruguaio o equivalente a US$ 2,17 milhões em fevereiro de 2018, mas reduziu a fatura para US$ 1,16 milhão, em fevereiro de 2019.