Com menos produção, preços caem nas confecções.

O custo das mercadorias do segmento para o atacado foi um dos que mais caiu em janeiro na indústria brasileira, ao passo que a têxtil reajustou para cima.

As indústrias têxtil e de confecção de vestuário começam o ano em compassos diferentes. Com menos produção, a indústria de roupas e acessórios segurou os preços para o atacado, com queda de 2,23% em janeiro sobre dezembro, depois do último trimestre do ano de alta, revela a pesquisa mensal que avalia o IPP (Índice de Preços ao Produtor), divulgada ontem, 5 de março, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). O indicador mede a evolução dos preços ‘na porta de fábrica’, sem impostos ou frete, de 23 setores da indústria de transformação no Brasil. Segundo o relatório da pesquisa, a queda de preços nas confecções só não foi maior que a aplicada pelo setor ‘outros produtos químicos’, que cortou 2,30%, a maior redução verificada entre todas as categorias.

De outro lado, o aumento expressivo do nível de atividade da indústria de produtos têxteis em janeiro foi acompanhado pela alta de preços ao atacado. As empresas do segmento aplicaram reajuste médio de 1,33% em janeiro em relação ao mês anterior, informa o IBGE. Seguiram, assim, o desempenho contrário ao apresentado pela indústria como um todo que reduziu em 0,13% os preços do atacado, no mesmo período. No caso das confecções de vestuário, em janeiro, o atacado comprou mais barato camisetas; camisas masculinas; calças, bermudas e shorts femininos.

Em relação a janeiro de 2014, o panorama é diferente. A variação de preços geral é de 2,85% para cima. Com o aumento do mês passado, os preços de atacado da indústria têxtil estão 2,84% mais caros, na comparação com janeiro de 2014. Já a redução promovida pelas confecções não alterou o quadro inflacionário e a comparação com igual mês do ano anterior registra variação positiva de 2,92%, mostram os dados do IBGE.