Aumentos ao produtor perdem a força

Embora confecção de vestuário continue a liderar como o segmento de maior alta dentro da indústria da transformação, o reajuste foi o menor no trimestre.

Com o pico de aumento em fevereiro, que colocou o segmento como aquele que impôs a maior alta entre as atividades da indústria da transformação, as confecções de vestuário e acessórios continuaram a aumentar os preços em março, mas, a uma taxa menor. Depois de 1,78%, em janeiro, e de 2,19%, em fevereiro, o segmento promoveu reajustes de 1,05%, em março, demonstra o IPP (Índice de Preços ao Produtor), monitorado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia de Estatísticas) e cujos resultados foram anunciados ontem, 06 de maio.

A indústria têxtil também aumentou os preços em 0,96%, patamar ligeiramente inferior ao de fevereiro (0,99%) e de janeiro (1,14%). Os dois segmentos apresentaram em março desempenho oposto ao da indústria da transformação em geral, que registrou queda dos preços de -0,22%, depois de quatro meses seguidos de alta, revela a pesquisa.

Em termos de produtos, em março, lingerie feminina, calças compridas e camisetas foram novamente os itens de maior aumento (0,88%), enquanto os demais itens que compõem a cesta da atividade subiram 0,17%. De janeiro a março, se a indústria em geral reajustou os preços em 1,73%, no trimestre, as confecções acumulam alta de 5,14%, enquanto para tecidos e fios o aumento no período somou 3,12%.