Atacado desacelera preços

Tecidos ficaram mais baratos em dezembro, enquanto o reajuste das roupas foi menor que o registrado no mês anterior, mas, ainda assim, a atividade figura entre as de maior inflação no ano.

Os preços das roupas no Brasil dispararam em 2014. De acordo com a pesquisa que avalia o IPP (Índice de Preços ao Produtor), divulgada nesta sexta-feira, 30 de janeiro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), a inflação no atacado de vestuário acumulou alta de 7,27% no ano, diante de um índice de aumento geral na indústria de transformação de 4,42%. Em termos de comparação, em 2013, o reajuste anual nos preços das roupas foi de 0,49%. Muito abaixo do reajuste geral da indústria que atingiu 5,75% no período.

Também a indústria têxtil acumulou alta em 2014. A inflação do segmento foi de 2,65% no atacado, mostra a pesquisa, bem diferente do comportamento exibido em 2013, quando o IPP de produtos têxteis apontou aumento de 8,5%, encerrando o ano entre as atividades cujos produtos ficaram mais caros. Contribuiu para a desaceleração de preços para o atacado na indústria têxtil, a retração verificada em cinco meses do ano de 2014, incluindo dezembro que reduziu o custo das mercadorias em 0,31%. Novamente, o índice foi puxado para baixo pelos tecidos de algodão.

Já em dezembro, o segmento de vestuário tornou a elevar os preços, depois das altas de outubro e novembro. O reajuste no mês foi de 1,22%, informa o IBGE, sendo que em dezembro de 2013 reduzira os preços em 0,21%. Agora, os produtos que mais influenciaram nessa variação foram as camisetas, as camisas masculinas, as calças compridas para homens e mulheres.