Apesar da alta, IPP de roupas diminui

Setor têxtil foi uma das duas únicas atividades econômicas no mês a apresentar queda de preços ao produtor em relação a março

Ainda que os preços ao produtor tenham se mantido em alta, os reajustes perderam intensidade em abril. Das 24 atividades analisadas pela pesquisa para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor), apenas duas apresentaram queda em relação a março. A indústria têxtil foi uma delas. Caiu 0,21% na passagem para abril. A outra foi a área de madeira com redução de 0,71%. Os dados constam da pesquisa de abril do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

De modo geral, a indústria brasileira assinalou alta de 1,27% em abril. Depois da disparada em março, as confecções de roupas contiveram os reajustes. Ainda assim os preços subiram 0,59%, influenciados por aumentos nos preços de camisetas e cuecas. Como em março, os técnicos do IBGE atribuem a escalada do IPP às novas coleções e aumentos nos custos de matéria-prima e de mão de obra.

REFLEXOS NO ACUMULADO DO ANO

Mesmo com a contenção dos reajustes em abril, o setor de vestuário continua a acumular uma das maiores altas da indústria. Com aumento de 4,06%, acumulado de janeiro a abril, os preços ao produtor em roupas só perdem para o encarecimento no período da indústria extrativista (+15,25%) e de derivados de petróleo (+16,09). Está bem acima do acumulado da indústria como um todo, de 2,57%, para os quatro primeiros meses do ano, na comparação com igual período do ano passado.

Também os fabricantes de artigos têxteis registraram aumento nessa mesma comparação. Porém, com menos intensidade. Os preços subiram 1,24% no período.

COMPARAÇÃO COM ABRIL DE 2018

A indústria brasileira vem nos últimos dois anos recompondo preços. E não foi diferente em abril em relação a igual mês de 2018. De modo geral, o aumento foi de 8,61%.

Puxadas pelos preços de camisetas e calças femininas, as roupas encareceram 5,85% no atacado na comparação com abril do ano passado.

O mesmo confronto mostra que a alta em têxteis foi de 6,05%, informa a pesquisa do IBGE.