Alta dos preços ao produtor na têxtil chega a 8,5%

Já na indústria de confecção de vestuário a variação encosta em 0,5% no acumulado do ano, aponta pesquisa do IBGE.

Nesta semana, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) anunciou os resultados para dezembro e o acumulado do ano do IPP (índice de preços ao produtor), considerado um indicador importante para acompanhar a tendência inflacionária de curto prazo no país. O IBGE pesquisa o comportamento de preços de 1,4 mil empresas mensalmente e o indicador mede a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores.

Em dezembro, o índice nos setores têxtil e de vestuário descolou da variação geral, com comportamento diferentes. Como um todo, a indústria da transformação encerrou o mês com preços em alta de 0,64%, a mesma taxa observada em novembro. Depois da queda de novembro (0,57%), os preços dos produtores da têxtil voltaram a subir, 0,36%, ficando abaixo da média geral. O comportamento dos produtores de roupas foi inverso. Com alta de 0,18% em novembro, finalizou dezembro com deflação de 1,22%.

O acumulado do ano na indústria de transformação apresentou aumento de 5,75% nos preços em relação a 2012. O da têxtil foi bem superior, de 8,50%, atribuído pela equipe do IBGE ao algodão mais caro. A alta dos preços no setor de vestuário no acumulado do ano atingiu 0,49%, o reajustes mais baixo observado entre os segmentos monitorados e cujos produtos ficaram mais caros no período. Apenas três, dos 31 setores analisados, reduziram preços em 2013 em relação ao ano anterior.