Controle por ondas de rádio

Evento realizado de 26 a 29 de maio no Expo Center Norte, em São Paulo, reforça grade de palestras sobre gestão de lojas.

O uso de etiquetas eletrônicas ainda é um processo caro, mas é o futuro

Baseado na tecnologia dos transponders, dispositivos utilizados pela primeira vez pelos ingleses durante a 2ª Guerra Mundial para reconhecer os aviões da Royal Air Force (RAF – Força Aérea Real britânica), o RFID atualmente pode ser usado para identificar praticamente qualquer coisa. RFID é a abreviação de Radio Frequency Identification, ou Identificação por Radiofreqüência, tecnologia que utiliza ondas eletromagnéticas para acessar dados armazenados em um chip.

 

No varejo, representa a evolução da automação comercial, facilitando a contagem instantânea de estoque e da área de vendas, o reabastecimento dos produtos nas araras, o rastreamento de mercadorias durante o transporte, entre outras facilidades. As informações de cada produto são armazenadas em um chip colado à etiqueta daquele item, que contém também um transmissor. Os dados são capturados por intermédio de antenas ligadas a um leitor que, por sua vez, transfere as informações diretamente a um computador.

 

Em ascensão desde 2005, a novidade foi desenvolvida pelo MIT (Massachussetts Institute of Technology), nos Estados Unidos. No Brasil, os testes para a implantação do RFID, ou código eletrônico de produtos (EPC), começaram há cerca de três anos. A coordenação do projeto é da GS1 Brasil, entidade responsável pela padronização dos sistemas de automação no país. Entre os projetos em estágio mais avançado está o do supermercado Pão de Açúcar, que instalou a tecnologia para controlar algumas gôndolas de uma das lojas mais recentes da rede, na capital paulista.

 

Tag custa
US$ 0,10

 

De conceito aparentemente simples, a aplicação da tecnologia RFID é complexa porque depende da configuração de uma série de requisitos técnicos e ainda é considerada cara até mesmo para os padrões internacionais. “Cada etiqueta eletrônica custa US$ 0,10”, salienta Flávia Costa, assessora de soluções de negócios da GS1.

 

As etiquetas são, porém, apenas um dos componentes. É preciso investir em antenas e leitores, além de exigir o uso de programas especiais de computador que permitam o tratamento das informações. Geralmente, as informações abastecem os sistemas de gestão empresarial, observa a especialista.

 

Mesmo em países com uso intensivo de tecnologia como os Estados Unidos, o RFID não avança na velocidade estimada pelos especialistas. A Levi´s é o exemplo mais lembrado. Ao fazer os primeiros testes com etiqueta eletrônica, o mercado reagiu alegando invasão de privacidade, porque a mercadoria poderia ser rastreada mesmo depois de comprada. No Brasil, uma das maiores redes de lojas de vestuário e acessórios vem testando formas de reaproveitar a etiqueta eletrônica depois da venda da mercadoria, da mesma forma que faz com os tags de segurança. É um modo de baratear o custo e evitar conflitos legais.

 

 

Veja um esquema simplificado de como o RFID funciona

 

 

 

fonte: GS1

 

 

*colaborou Lieli Loures