Mercado em alta reflete estilo no jeans

Fabricantes de etiquetas e tags apontam expansão nas vendas, especialmente para o segmento de jeans premium

As empresas de aviamentos no Brasil podem apostar em diferentes táticas e coleções para conquistar clientes no país e no exterior, no entanto, a opinião desses fabricantes converge quando o assunto é o aquecimento do mercado em que atuam.

 

O setor movimenta de R$ 500 milhões a R$ 600 milhões por ano, no Brasil, entre aviamentos em geral para diversas áreas. De acordo com Cristiano Buerger, diretor-presidente da Tecnoblu, o segmento de produtos premium (produtos personalizados), que a empresa disputa, alcança R$ 70 milhões por ano. As empresas não têm dados sobre a participação do segmento de jeans no bolo de negócios. Mas Buerger avalia que as marcas que trabalham com jeans são responsáveis por boa parte dos pedidos do segmento premium.

A empresa dele abriu o ano com a meta de crescer 30% em 2007, em relação ao ano passado. O objetivo foi superado, ainda no primeiro semestre, com alta de 36%. “As confecções brasileiras tiveram um impacto positivo este ano por conta do inverno, que é o melhor em termos de crescimento nos últimos cinco anos”, afirma Buerger, que anuncia expectativa de a Tecnoblu faturar R$ 17 milhões, este ano.

A expansão dos negócios da empresa, que produz etiquetas, tags, puxadores, galões e cadarços em diversos materiais para as diferentes marcas do mundo, inclui novas frentes de atuação. Exemplos dessa estratégia são os contratos recentemente firmados com o grupo Riachuelo e a Lojas Marisa, importantes players do varejo nacional.

 Segundo Bruna Buerger, responsável pelo marketing da Tecnoblu, Riachuelo e Marisa buscaram o diferencial oferecido pela Tecnoblu na forma de criações originais e produtos finais elaborados. “Estamos satisfeitos com a parceria que contribui para o nosso crescimento”, diz. E completa: “Trabalhamos no segmento há 13 anos e vamos manter nosso foco no jeanswear”.

 A Haco também assinala que encara com otimismo a expansão do setor. Sem informar valores, a empresa informa que o faturamento cresceu 15% em 2006 e, para este ano, a expectativa é ultrapassar os 17%. Recentemente, a fabricante anunciou a construção de mais uma fábrica, num projeto de R$ 9 milhões, que passará a operar a partir de 2008.

 

A sede da empresa fica em Blumenau (SC), onde funciona também uma das cinco fábricas. As outras quatro ficam em Massaranduba e Criciúma (SC), em Eusébio (CE) e a outra em Covilhã (Portugal). Além disso, conta com escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro, assim como em Portugal. No exterior, a Haco mantém relações comerciais com 33 países, reunindo mais de 100 clientes. Já entre os nacionais, a empresa conta com marcas como Hering, M.Officer, Cavalera e C&A.

Para João Bezerra, diretor da Etical – empresa pernambucana de etiquetas e tags – o segundo semestre de 2007 promete trazer um novo fôlego às produções. “Este ano começou de um jeito tímido, mas a expectativa é boa para os próximos meses, nos quais planejamos um crescimento”, afirma, sem informar valores.

fotos: divulgação
No alto, linha de produção da Haco 

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